quinta-feira, 25 de junho de 2020

Programas de incentivo às empresas no setor de Nanotecnologia no Brasil

Esta área começou a ter visibilidade no Brasil a partir de 2000, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

Com o objetivo de desenvolver o Programa Nacional de Nanotecnologia, o CNPq articulou redes de neste novo ramo de tecnologia e o MCT iniciou financiamento do Instituto do Milênio de Nanociências.

Estas foram as iniciativas para envolver pesquisadores e estudantes.

Desde então há planos, programas e polítcas em prol da nanotecnologia, fornecendo parcerias entre os pesquisadores e empresas, incentivos fiscais para empresas, implantação de laboratórios e redes de
nanotecnologia, criação de fundos setoriais, entre outras ações.

Entre 2009-2011 foi identificada 1.132 empresas realizando atividades em nanotecnologia, espalhadas na indústria, setor de energia e de serviços, principalmente no setor da informática e telecomunicações.

Destas apenas 66 foram consideradas inovadoras e produtoras dessa nova tecnologia. A maioria era apenas usuária final. De 2012-2014 houve queda no número de empresas dessa tecnologia, devido oscilações políticas. E entre 2016-2019 houve uma ação prioritária da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com o artigo desta pesquisa, o desafio é a integração dos setores como: físca quântica,  ciência da computação, química e a engenharia.

As aplicações são em diversas áreas: Biomedicina, Energia, Automobilística, Cosméticos, etc.

Através de pesquisadores do IBGE, com um estudo de 258 empresas espalhadas em 15 tipos de atividades econômicas, propuseram trajetórias nanotecnológicas dividindo as aplicações em 5 sistemas para pensar nas políticas públicas:

1) Nanomateriais
2) Nanobiotecnologia
3) Nanoeletrônica
4) Nanoenergia e Meio Ambiente
5) Nanomedicina, Cosméticos e Saúde.

Um dos motivos identificados para o desenvolvimento nesta área foi a falta de pessoal qualificado, capacidade de escala, transformação do conhecimento científico em produtos e processos. Também a falta de política adequada; existe investimento, mas não instrumentos e pessoal para aplicação. 

Trata-se de um sistema mais complexo.

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